APERTE O PLAY!!! Estudo errado, Gabriel O Pensador

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Na pratica.


"Abri os trabalhos" com cinco turmas, e o resumo da opera foi o seguinte:
  •  crianças que são crianças: vontade e energia com um par de olhos vivos e brilhantes (em sua maioria);
  •  professores que são adultos: cansados , tentando controlar a turma do jeito que todos aprendemos não ser o "devido" na formação de professores: aos berros.
Numa estrutura escolar onde ir ao banheiro fora do horário (???) é proibido, dizer que esta apertado é abuso.
Questionar a "autoridade máxima" é abusoO que se houve pelos corredores vai de "você vai arrumar problemas assim" até "deixe a milicia saber o que você esta fazendo".
Aos amigos professores: deixo claro que entendo e compartilho da realidade da má remuneração, da falta de condição e motivação para o trabalho mas nada deve justificar a conduta inadequada  que, com o perdão do termo, beira o "terrorismo psicológico"; que esta sendo utilizado como metodologia de ensino (?) controle das crianças. 
Da atividade
A dinâmica "Por um bom motivo" começou com a apresentação da "Caixa de Motivos", recipiente onde os alunos foram convidados a colocar sua sugestão de temas e formas de manifestação possíveis de linguagem de seu interesse, algo que justificasse um bom motivo para o nosso encontro .
Das historias, as de amor e terror foram as mais pedidas...assim como os filmes.
Dos esportes, futebol, bandeirinha e capoeira.
Em se tratando de musica, Rebeldes esta em alta, assim como o Funk.
Porta aberta
Foi esse o gancho - o Funk -  para começarmos a pensar no que é uma historia.
Partimos da premissa básica que uma historia deve ter inicio meio e fim para ser uma historia.
A pergunta foi "Quem me canta um funk que conta uma historia?"
Foi assim que tive o prazer de conhecer a musica do MC Martinho, "Uma historia real". No melhor estilo Romeu e Julieta: uma historia de amor, traição e intrigas; com inicio meio e (um trágico) fim descritos numa narrativa clara, atual e coerente com sua realidade. Foi unânime entre os estudantes.
Sim, eles sabem reconhecer uma boa historia quando a escutam.
Sim, o funk é uma das "línguaS" que eles falam.
Mas não devemos apresentar outras, novas coisas a eles?
Sim, mas para começar um dialogo  - se você quer realmente capturar seu ouvinte - tem que se fazer entender... que disse isso foi Paulo Freire, nós educadores temos que falar a "língua do mundo".
" Pra entender o Erê, tem que tá moleque (...)"
Cidade Negra

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