APERTE O PLAY!!! Estudo errado, Gabriel O Pensador

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Poesia para o dia das Crianças, 12 de Outubro dia de Nossa Senhora Aparecida - Padroeira do Brasil



Não importa pra qual gueto este anjo foi enviado,
com o sangue africano,
de índio ou europeu.

Este anjo coletivo, tem a mesma necessidade
que um anjo do castelo
aquele que nasceu no berço dourado do império.

Conheço tantos anjos...
descalços, melecudos
que andam com a barriga roncando
pedindo um pouco de sobras.
Aceitam qualquer trocados,
de afagos, de cuidados,
de pão duro abençoado,
de um telhado quebrado
onde a goteira canta no chão,
tendo o seu vaso ao lado
com o mal cheiro invadindo a sua noção.

Em um dia tão especial onde a Mãe é consagrada como a protetora do país, eu
peço pelos moleques que crescem como eu cresci. Tendo a condição social como inibidora de ser feliz.
Cubra com o seu divino manto da cor preta de sua pele a vergonha deste pequeninos
que o poder afronta e escraviza não os deixe sem auto estima.

É preciso mãe querida que apareça para eles,
dê esperanças de vidas
e alimento em suas mesas,
o sentido de abandono avistado nas calçadas
precisa de interferência
de uma mãe tão dedicada.

O futuro, ao Redentor
também quero implorar,
que as suas chagas virem luz
para os corações iluminar

Que o adulto enxergue bem o seu compromisso com estes seres
o presente que precisam é de conversa olho a olho, e uma vivência
construída em exemplos de vida.
Quando desembrulham no dia a dia o sentido da verdadeira família,
as cores mesmo na pobreza tem mais brilho e poesia.

Feliz dias eu desejo para todas as crianças, mesmo sabendo que poucas sabem o que é a esperança.

Porém por ter fé na ação e na diversidade do amor, peço aos meu orixás um pouco mais de alegria. Que nos momentos sem apoio em que a criança se encontrar, mandem por favor descer todos os Eres para a alegria reinar. Que melem de muitos sorrisos, que brinquem com o olhar que ensine a cada criança como cair e levantar.

Valeria Barbosa

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Nota da Ciencia: Falta de Esperança Adquirida (FEA)

Tomar cuidado com a "falta de esperança adquirida".

A principio a FEA se desenvolvia somente em indivíduos que, infortunamente, teriam sido submetidos a experiências traumáticas.

Hoje há inumeros registros de casos contagiosos.
Seres humanos que não passaram efetivamente por experiencias de desesperança e, mesmo assim, desistiram de sonhar.

Metafisicos dizem que a vibração da FEA pode infectar

Antropologos acreditam que a Palavra é um hospedeiro.

Autoridades incentivam a disseminacao da doença.

 A ocorrência mais perigosa do vírus é a que impossibilita qualquer ação em prol da mudança.

Divulgaremos os resultados sobre medicamentos de controle e/ou antidotos porem, por hora, especialistas pedem que se pratique o amor e o "primeiro olhar".

Nao se deixar levar pela amargura. Ela é inimiga do sistema emocional pode levar a FEA.

domingo, 2 de outubro de 2011

Da utilização do funk na sala de aula



O funk já significa, que resignifique também!

Nos educadores devemos cuidar, brincar, educar sempre mas por que não, inserir no planejamento escolar uma atividade que fale do mundo real fora (e sim, dentro) da escola e que de a eles um outro olhar, uma outra possibilidade alem de abaixar a cabeça e seguir como se os tiros não estivessem sendo disparados, como se a mãe não estivesse chorando, como se ele não estivesse com medo.


"Nada deve parecer natural, nada deve parecer impossivel de mudar". Brecht

Nada.
Tudo é sim um grande evento, mesmo que os disparos sejam constantes: não, isso não é normal. É comum mas não é normal.
É ai que me agarro com unhas e dentes nas possibilidades que existem e fazem a diferença por ai.

A arte dá voz. Ela fala sutilmente bem de dentro da gente e transforma, da forca, coragem.

Apafunk, agradeço pelo instrumento pedagógico que nos da (leia a letra!), uma arma e potente para a formação cidadã.

Plantemos as sementes.

"Ta tudo errado" mas tem jeito.

TA TUDO ERRADO
Comunidade que vive a vontade
Com mais liberdade tem mais pra colher
Pois alguns caminhos pra felicidade
São paz, cultura e lazer
Comunidade que vive acuada
Tomando porrada de todos os lados
Fica mais longe da tal esperança
Os menor vão crescendo tudo revoltado
Não se combate crime organizado
Mandando blindado pra beco e viela
Pois só vai gerar mais ira
Naqueles que moram dentro da favela
Sou favelado e exijo respeito
São só meus direitos que eu peço aqui
Pé na porta sem mandado
Tem que ser condenado
Não pode existir
Está tudo errado
É até difícil explicar
Mas do jeito que a coisa está indo
Já passou da hora do bicho pegar
Está tudo errado
Difícil entender também
Tem gente plantando o mal
Querendo colher o bem
Mãe sem emprego
Filho sem escola
É o ciclo que rola naquele lugar
São milhares de história
Que no fim são as mesmas
Podem reparar
Sinceramente não tenho a saída
De como devia tal ciclo parar
Mas do jeito que estão nos tratando
Só estão ajudando esse mal se alastrar
Morre polícia, morre vagabundo
E no mesmo segundo
Outro vem ocupar
O lugar daquele que um dia se foi
Pior que depois geral deixa pra lá
Agora amigo, o papo é contigo
Só um aviso pra finalizar
O futuro da favela depende do fruto que tu for
plantar
Está tudo errado
É até difícil explicar
Mas do jeito que a coisa está indo
Já passou da hora do bicho pegar
Está tudo errado
Difícil entender também
Tem gente plantando o mal
Querendo colher o bem...

sábado, 1 de outubro de 2011

"Criaturas que nasciam em segredo"

http://portacurtas.com.br/curtanaescola/pop_160.asp?Cod=346&exib=5513

Esse filme trata a diversidade por um tema não muito comentado: os anões, sua relção com o mundo, seu cotidiano...
"Os relacionamentos, problemas, conquistas e preconceitos que rondam a vida de cinco anões na cidade de São Paulo.", no Porta Curtas!
Vale a pena, rende um bom debate!

Aplicabilidades:

» Disciplinas/Temas transversais: Biologia, Cidadania, Ciências, Diversidade, Ética, Filosofia, História, Língua Portuguesa, Literatura, Orientação Sexual, Saúde, Sociologia
» Faixa Etária: Todas as idades
» Nivel de Ensino: Ensino Médio, Formação de Educadores

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Cor da Cultura III



A cada dia de formação nos é apresentado mais um pouco do material da Cor da Cultura.

Hoje foi o dia de "Herois de todo mundo": uma produção audiovisual, mais especifico para os educadores. 
Muito bom para aumentar nosso repertorio e nos dar mais  argumento para enfrentar o preconceito mal disfarçado com que temos de lidar diariamente.

Não conhecia Juliano Moreira. Não conhecia a maioria dos herois negros do Brasil.
Descobri que Chiquinha Gonzaga - diferente do que vi na tv - era preta.

Os feitos de Juliano e de alguns outros grandes nomes que foram apagados da nossa historia estao reunidos nessa colecao de DVDs, dispositivos realmente interessantes desconstruir esse imaginario que diz que  "o positivo é de branco e o negativo do preto"; nos chamando tambem atenção para como o racismo aparece no livro didatico: o negro é invisivel e/ou esteriotipado. Reduzem e negligenciam sua participação na construção da sociedade brasileira.

Conhecemos tambem o projeto do educador em historia Eduardo Benedito de Almeida que desenvolveu com os estudates da instituição publica de ensino onde trabalha um projeto de pesquisa que utiliza da fotografia para resgatar a memória do bairro.
A tarefa da escola acabou mobilizando a comunidade atraves dos pais e parentes que contaram suas memórias.

O video apresntou tambem o projeto "Cantando a historia do Samba"  da educadora Elzelina Doris que literalmente cantando samba, recontou parte da historia do povo negro no Brasil. 
Elzelina tem o samba como "instrumento efetivo do povo negro para que pudesse se inserir na sociedade".
Bibliografia certa pra minha monografia :)






quinta-feira, 29 de setembro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A pessoa é para o que nasce

http://portacurtas.com.br/curtanaescola/pop_160.asp?Cod=1010&exib=5513

Vale a pena ver e depois conhecer o longa. A pessoa é para o que nasce conta a historia de tres mulheres cegas que cantam e contam a embolada, o coco, as dificuldades, abandonos, amor, cegueira, e a lucidez.

Aplicabilidades:

» Disciplinas/Temas transversais: Artes, Ciências, Ética, História, Língua Portuguesa
» Faixa Etária: Todas as idades
» Nivel de Ensino: Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II, Ensino Médio

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Chapeuzinhos e considerações sobre o planejamento




Proposta: Leitura dos textos: Chapeuzinho Vermelho, em Cordel e Chapeuzinho Amarelo, de Chico Buarque  e jogo de palavras.
Dinamica "Do que você tem medo?" Desconstrução das palavras. Possível atividade plástica relacionada.


Já primeira turma meus planos foram bruscamente mudados por Andressa, que estava com uma folhinha na mão, bem caprichada, com uma historia que ela fez: Rafael e Renata no Pais das Maravilhas. Uma mistura de Alice, Joao e Maria e Chapeuzinho Vermelho.


Ela levou a serio quando eu disse que eles podiam também escrever historias pra outras crianças lerem!
:)
Leu, só que baixinho e de repente, todos queriam LER.


Li a historia de Andressa (mais alto) e, aproveitando a vovozinha presente na historia - bem como a falta do lobo, puxei os textos da proposta inicial.  Chapeuzinho Vermelho, em Cordel e Chapeuzinho Amarelo, de Chico Buarque, na sequência.

Eu percebi que muitos demonstraram que queriam ler, contar a historia, cantar e tudo mais ao mesmo tempo. Tive uma ideia e fiz o convite: Vamos fazer um Sarau?

"O que é um Sarau?"

 Que bom que perguntaram!

" São varias pessoas juntas, cada uma com sua arte pra mostrar. Pode ser musica, poesia, historia ou piada. "
Experimentaremos essa vivência como uma roda de leitura porem de textos autorais: "Pode ser parodia, poesia, mas vocês devem escrever e criar. A atividade não é obrigatória. Erros de português não serão considerados. A palavra a gente ajeita depois, por hora quero ouvir o que a boca quer falar!"

Alice disse que só ia escrever e cantar a musica do Mc Martinho, que é a "única" que ela gosta.

Pedi que ela cantasse o comecinho, parasse num determinado ponto e sugeri, como numa parodia:  "'Hoje, a Alice conta uma historia real (...)', dai você conta uma historia diferente, nesse ritmo." Ela demonstrou interesse.

Surgiram questionamentos  sobre o que rima com o que, e parodias como "hoje, eu vou comprar um sorvetão" que surgiu de "hoje eu vou partir pra essa missão". Wesley parodiou uma letra que fala da realidade muito dura violenta que faz parte de seu cotidiano e que é descrita  na musica do Mc Vitinho, Profissão Perigo.

Nas 4 turmas que visitei em seguida, após a leitura dos textos que estavam em meu planejamento inicialmente, propus a mesma atividade. Duas aderiram a ideia do Sarau.

Bruno disse "eu não consigo isso" (escrever/construir uma narrativa). Depois de uma longa conversa sobre "sim, sua cabeça funciona pra isso!", "é claro que você consegue criar uma narrativa", "fazemos isso o tempo inteiro mas não nos damos conta" ele se aceitou experimentar e  ficamos de trabalhar a tarde se ele sentir muita dificuldade. Ele quer fazer.

Numa outra turma, ao propor a atividade que culminara num Sarau,  já sai com algumas paginas: Thais e Marcio, poesia e parodias de funk, respectivamente.

Esse tipo de experiência reforça minha ideia de que sim, o planejamento é importante mas deve ser flexível como algo a ser trabalhado e  transformado, de acordo com a demanda do grupo - considerando cada indivíduo que o constitui.
Não devemos controla-los e simplesmente aplicar o conteúdo ou cumprir um roteiro. Conquista-los, estimula-los e criar com eles certamente contribui para o aprendizado acontecer.




segunda-feira, 26 de setembro de 2011

"Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é, ainda vai nos levar além." Leminski

Percebi com a leitura dos registros das experiências pedagógicas e seus resultados, os relatos tem ficado bastante pessoais.
Vão ficar. Rs
Não vejo como  distanciar-me num encontro.
Se há distancia o encontro não se da.
A pessoa que olha através de uma mascara vê o outro com dificuldades.
Sempre que possível, produzirei uma versão mais academica para algumas das experiências.


Prometo me esforçar para colocar a realidade do dia a dia escolar, da minha perspectiva sem fazer desse espaço um muro de lamentações.

Como já me disse alguém, "os limites estão ai para serem transpostos".

Mais que parceira da escola sou parceira daqueles filhotes de ser humano, todos "com o  telencefalo altamente desenvolvido e polegar opositor", capazes sim de "alcançar" o que dizemos. Temos nós que encontrar os meios para alcança-los. Alinhar o discurso a pratica é o primeiro passo para fazer diferente, relacionar-se diferente e (quem sabe) obter um resultado diferente.

LER DEVIA SER PROIBIDO!!!!!!!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

VER E OUVIR NA ESCOLA, UM DESAFIO? - UFF - Encontro de Narrativas e memórias docentes 2011


Hoje participei como ouvinte do encontro "VER E OUVIR NA ESCOLA, UM DESAFIO?".  Foi muito motivador conhecer as possibilidades de praticas que alguns Educadores estão pensando e aplicando por ai.

A primeira pratica apresentada chamava-se "Famosos por um dia" e foi desenvolvida a partir de um momento de zoação de uma turma no EJA. A situação teria sido a seguinte: chamaram um membro da escola de "Vovozona" por conta da semelhança  como personagem do filme de mesmo nome.
Essa situação chamou a atenção da educadora para a necessidade de uma intervenção em prol do respeito ao outro e da promoção auto estima; o que a motivou a propor uma atividade plástica de corte e colagem que tinha como objetivo representar algum funcionário ou aluno da escola a partir de suas "belezas" (potencias).
A valorização da auto-estima era (conforme o exemplo dado) pegar alguém que é "zoado" pelo seu bocão e te-lo representado com o bocão da Alinne Moraes. A turma também teria que desenvolver um texto descritivo.
O resultado foi:  respeito, cidadania, auto estima, generos textuais trabalhados de forma divertida.


A segunda apresentação foi sobre as dificuldades de dialogar a tecnologia da informação com o conteúdo das disciplinas e; principalmente, da resistência dos professores apropriarem-se da tecnologia como ferramenta de mediação de aprendizagem.

Apresentou possibilidades legais (porem muito limitadas) para utilização da tecnologia, como por exemplo, personalizar pastas para cada aluno de cada turma na mesa de trabalho.

Acho que seria mais apropriado se cada aluno pudesse ter seu próprio log-in.

Uma das praticas desenvolvidas com a internet que teve um bom retorno das turmas participantes foi buscar na rede opções e técnicas de decoração para  a Festa da Independência da Escola. Os alunos pesquisaram e decoraram: uma atividade pratica que, alem da decoração, rendeu bons conhecimentos sobre as ferramentas de pesquisas de internet como sites, blogs, vídeos, programas etc. Achei essa experiência bem interessante: útil, pratica e clara (com o tempo estabelecido para pesquisa, levantamento da necessidade de material, planejamento do evento etc).

A fim de ilustrar a utilidade da tecnologia para arquivar as produções do aluno, um dos arquivos me chamou atenção. A pasta, com o nome da atividade - "onde moro" - continha os trabalhos dos alunos; produzidos a partir de uma  proposta plástica de colagem de materiais: as crianças deveriam representar o lugar onde moravam porem  as formas estavam geometricamente pré-definidas e simétricas.
Em se tratando de uma comunidade periférica é muito provável que não haja simetria arquitetonica e que, portanto, as formas geométricas não atendam ao objetivo proposto pela atividade, de que os alunos representem o lugar onde moram.
A principio pode parecer uma atividade legal porem não cria a conexão com a realidade do aluno bem como cerceia sua criatividade.

A terceira apresentação era sobre um  projeto Educação e Musica, que propõe a analise literária de letras musicais como ferramenta para educação de jovens e adultos.
O inicio da apresentação do trabalho me causou um certo desconforto. Ao discorrer sobre a primeira fase do processo que consistia numa sondagem sobre as preferencias musicais dos estudantes (imagino que para alcança-los) o palestrante disse que "os mais jovens, obviamente, preferiram o  funk " - (em itálico pois ele falou assim mesmo, de lado).
Afim de chegar o mais proximo do funk, sem ter que na verdade entrar em contato com ele, substituiu o ritmo escolhido pela turma ele levou um RAP, do Gabriel O Pensador, Cachimbo da Paz. Descreveu a analise dessa poesia como critica e politizada, onde debateram sobre a criminalização das drogas e os interesses economicos que sustentam essa situação.

Com os mais velhos da turma trabalhou Clara Nunes porem não discorreu sobre o resultado da analise que fizeram sobre o texto.

Quando a mesa foi aberta, perguntei: "Por que não o funk? Por que, por mais que o estilo seja bem próximo ao escolhido pela turma durante a primeira fase da atividade,  não foi o RAP que eles escolheram para trabalhar mas o funk. E, o Gabriel Pensador, apesar de ser um otimo artista - adoro ele também -, politizado e tudo o mais, é de classe altíssima, branco etc. Se novamente e como comumente, fugimos da realidade dos estudantes como vamos alcança-los?"

O palestrante disse que não havia material no funk para ser trabalhado em sala de aula, o que foi lamentável pois há.

É numa dessas que  perdemos uma otima oportunidade de (sim, já é a segunda vez que falo disso) apresentar uma produção diferenciada do funk, como por exemplo da  APAFunk, que é uma otima ferramenta de mediação para trabalhar conceitos de formação cidadã.
Se ignoramos esses detalhes, se não saímos da superfície do senso comum, limitamos nossa pratica pedagógica.

Tem um livro otimo que comprei na Kitabu : Educação das Relações Etnico-Raciais,  Rosa Margarida de Carvalho Rocha.
Logo na primeira parte fala sobre "as ideias falsas, cristalizadas no modo de pensar das pessoas sao pras manifestações de racismo e preconceito!". Dentre varias colocações dentro do topico "Se liga mestre.. se você..."

Destaco:

  • "Não vê com 'bons olhos' o hip-hop, o funk, a galera do rap e outras formas de expressão que são específicos do grupo negro... Você precisa refazer seus conceitos: REFLITA...REFORMULE...ATUALIZE..."


O ultimo trabalho apresentado foi show: o uma proposta de interação, dialogo e aprendizado em educação matemática. O DUM (Da uma mão!) é um jogo (todo trabalhado no que vejo como conceito Metodoludico) de matemática desenvolvido por um professor, que o criou para ensinar seus alunos do sexto ano de uma escola municipal.

Simples e interativo desde sua produção "que é artesanal para que o educando se sinta dono do material"consiste no seguinte: dado, tabuleiros (cada grupo faz o seu e que trabalham) cartões em 4 cores (que definem o grau de dificuldade das perguntas e contem interpretações sobre o conteúdo) que se relacionam comas cores do percurso do tabuleiro).
Sua apresentação  foi muito interessante pois sua fluía livremente (sem a leitura cansativa dos slides power point) a partir de imagens que direcionavam sua fala.
Uma dessas falas que quero reproduzir, propagar e  praticar no ambiente escolar "é a coerência  que leva ao aprendizado".


A parte da tarde foi plena de motivacao. Professores apresentaram o Projeto Laboratorio de Estudos familia/escola, que consiste na observacao sistematica de 4 escolas - publicas e particulares.

Num banlaço geral e superficial:

  • regras como fila pra chegada (forma), utilização dos espaços da sala de aula, hora da fala e hora para banheiro estavam presentes em todas as escolas. 

  • Assim como a falta de planejamento basico como o tempo pre deteminado pra as atividades, as escolas estao pedagogicamente desorgnizadas.

  • Faltam trabalho onde o coletivo é coletivo
Considerações:
  • Ha uma necessidade urgente de alinhas a teoria a pratica

  • É necessario trabalhar a auto estima dos estudantes e dos professores.

  • não devemos simplesmente repreender as brincadeiras infantis, simplesmente por que as que temos como de mal tom.
  • uma criança brincando é uma crianca representando o mundo como ela vive.

Daniel Kant "a criança não é violenta mas vive numa sociedade violenta e sofre com ela "

Uma das professoras palestrantes colocou que "a violência na escola se da tambem porque os educadores - em sua maioria de classe media - vêem a criança como futuro representante da "classe perigosa".

Da sua fala emocionante, destaco:

  • violência é o professor que tem medo da sua criança.
  • criança age e devolve, de acordo com a expectativa do seu olha
  • desreipeito e desprezo do professor de classe media com relação ao aluno e sua família existe 
  • esse conflito de classes é compensado pela moralização, o que segrega e rotula. Por exemplo, em caso de uma guerra de casca de tangerina no refeitório: se branco, de classe media o aluno é  indisciplinado; se preto, de classe popular - violento

Devemos estar atentos a

  • circulação de palavras
  • como as crianças narram seu próprio processo de socialização?
Falou sobre quando desenvolveram um grupo focal com crianças a partir de 8 anos.
Essas crianças incorporaram o discurso da violência: consideraram como uma manifestação violenta uma brincadeira com guerra de casca de tangerina.
Isso, infelizmente é um exemplo de a escola indicando ao aluno qual o lugar social ele tem reservado no mundo.
As lógicas da ética infantil são, em qualquer lugar ou criança, solidariedade e amor.



Escrever sobre o que se vive de coração é diferente...











Na pratica.


"Abri os trabalhos" com cinco turmas, e o resumo da opera foi o seguinte:
  •  crianças que são crianças: vontade e energia com um par de olhos vivos e brilhantes (em sua maioria);
  •  professores que são adultos: cansados , tentando controlar a turma do jeito que todos aprendemos não ser o "devido" na formação de professores: aos berros.
Numa estrutura escolar onde ir ao banheiro fora do horário (???) é proibido, dizer que esta apertado é abuso.
Questionar a "autoridade máxima" é abusoO que se houve pelos corredores vai de "você vai arrumar problemas assim" até "deixe a milicia saber o que você esta fazendo".
Aos amigos professores: deixo claro que entendo e compartilho da realidade da má remuneração, da falta de condição e motivação para o trabalho mas nada deve justificar a conduta inadequada  que, com o perdão do termo, beira o "terrorismo psicológico"; que esta sendo utilizado como metodologia de ensino (?) controle das crianças. 
Da atividade
A dinâmica "Por um bom motivo" começou com a apresentação da "Caixa de Motivos", recipiente onde os alunos foram convidados a colocar sua sugestão de temas e formas de manifestação possíveis de linguagem de seu interesse, algo que justificasse um bom motivo para o nosso encontro .
Das historias, as de amor e terror foram as mais pedidas...assim como os filmes.
Dos esportes, futebol, bandeirinha e capoeira.
Em se tratando de musica, Rebeldes esta em alta, assim como o Funk.
Porta aberta
Foi esse o gancho - o Funk -  para começarmos a pensar no que é uma historia.
Partimos da premissa básica que uma historia deve ter inicio meio e fim para ser uma historia.
A pergunta foi "Quem me canta um funk que conta uma historia?"
Foi assim que tive o prazer de conhecer a musica do MC Martinho, "Uma historia real". No melhor estilo Romeu e Julieta: uma historia de amor, traição e intrigas; com inicio meio e (um trágico) fim descritos numa narrativa clara, atual e coerente com sua realidade. Foi unânime entre os estudantes.
Sim, eles sabem reconhecer uma boa historia quando a escutam.
Sim, o funk é uma das "línguaS" que eles falam.
Mas não devemos apresentar outras, novas coisas a eles?
Sim, mas para começar um dialogo  - se você quer realmente capturar seu ouvinte - tem que se fazer entender... que disse isso foi Paulo Freire, nós educadores temos que falar a "língua do mundo".
" Pra entender o Erê, tem que tá moleque (...)"
Cidade Negra

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

"Navegar é preciso, viver não é preciso." Fernando Pessoa



Me lembro de há uns dois anos ter sido convidada pela amiga Sil para um encontro: um grupo de estudos de Filosofia com o professor Marcelo Fonseca da UCAM; que colocou em pauta essa frase, já super batida pelos professores de literatura da escola do "antigo" ensino médio: "Navegar é preciso, viver não é preciso". 
Não sei como foi pra vocês mas pra mim, a frase teria sido espancada, chapada, empurrada, nunca refletida.
Não houve um momento de reflexão durante a analise textual sobre as possibilidade do verbo "precisar". E o momento de resignificação dessa "precisão" mediada pelo Educador Marcelo Fonseca; a "precisão": além da necessidade da navegação (da vida?) mas, transcendendo o verbo mais comum, indo além, indo até a exatidão que a precisão também nos propõe.
Esse foi um encontro mágico. 
Existem modelos de carta de navegação. 
Existem técnicas de navegação. 
Mas a navegação (assim como a vida), não escapa de algumas mudanças não esperadas. 
Mudei de emprego, 
Saio da Agencia de Redes para Juventude com saudades e muito feliz pelo trabalho realizado.
Começo no Projeto Criança Petrobras da Redes da Mare como Contadora de Historias no CIEP Leonel Brizola Ramos - Complexo da Maré: 12 turmas :) ai vou eu!
Novo desafio, ansiosa pelo encontro. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A Cor da Cultura



 Hoje foi o primeiro dia da formação "A Cor da Cultura", um projeto educativo que visa colaborar para valorização da cultura afro-brasileira, que estamos fazendo na Redes, uma experiência avassaladora. 

O material é otimo,  contribui efetivamente para ampliar o repertório do educador sobre o tema com ferramentas de expressão para expansão das ideias mas o melhor do encontro foi a troca.

O calor da dança, as mãos juntas, a vivência dos valores civilizatórios da África, a rica discussão sobre os vídeos exibidos, as produções plásticas que traziam tantas e novas possibilidades de trabalho.




Devemos focar as possibilidades, não as faltas.
Devemos refletir antes de reproduzir esteriotipos.
Devemos trabalhar para inclusão e permanência dos alunos na escola.

São momentos como esse que me dão força, ratificam a frase de Galeano: "esse mundo de merda está gravido de outro mundo".

"Temos que deixar marcas no tempo, ao invés de somente adquiri-las"

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Um bom dispositivo para iniciar uma discussão sobre a diversidade do povo brasileiro, a genealogia e a ancestralidade.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Off Price

"Que a sorte me livre do mercado
e que me deixe
continuar fazendo (sem o saber)
fora de esquema
meu poema
inesperado

e que eu possa
cada vez mais desaprender
de pensar o pensado
e assim poder
reinventar o certo pelo errado"

Ferreira Gullar

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Metodolúdica


Pois bem.
Essa é uma apresentação, "De quem escreve":

Estudo Pedagogia na UFF e Ensino de Historia e Cultura Africana e Afro-brasileira no IFRJ, desde abril faço estagio como mediadora de Eucação no projeto Agencia de Redes para Juventude. Tenho neste blog a intenção de uma ferramenta de registro das experiências (profissionais e pessoais) e pesquisas relacionadas ao processo de aprendizagem; dentro dessa trajetória de descobertas que se iniciou (verdadeiramente) em 2007, quando  participei de uma formação para Contadores de Historias" no Paço Imperial, com o encantador Francisco Gregorio Filho.

Este espaço virtual mescla memorias e intenta trocas, buscando possibilidades e perspectivas sobre e para o encontro e a aprendizagem, dentro e fora do espaço escolar.

"Do nome":

Acreditando que o saber está relacionado ao "sentir a experiencia", não somente ao conteudo (re)produzido repetidas vezes até que a criança entenda (ou "grave"). A via que conecta o entendimento/sentir ao conteúdo/experiência é a arte e dentro do meu foco a palavra e narrativas.
Arte como meio/método; não um fim.

Isso é "Metodoludico", dar sentido utilizando da arte e abstração ludica como metodologia para a transmissão de conhecimento e informação.

Então, "vamo que vamo"!